Com a aproximação do verão e os riscos associados às mudanças climáticas, Macaé está reforçando o planejamento para enfrentar possíveis eventos extremos. A iniciativa envolve diferentes setores da administração municipal, com prioridade para a proteção da população, a prevenção de desastres e a organização dos serviços essenciais.
Na terça-feira (20), representantes do Grupo de Trabalho da Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres (GT VigiDesastres), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, reuniram-se para discutir estratégias de atuação integrada e aperfeiçoar o plano de contingência da saúde.
Entre as medidas previstas está a realização de uma oficina com profissionais da Atenção Primária e dos serviços de emergência, destinada a identificar fragilidades, aprimorar protocolos e preparar as equipes para situações críticas.
Segundo a enfermeira Ludmila Marinho, responsável pelo Programa VigiDesastres, o trabalho busca garantir maior organização e eficiência no atendimento à população durante emergências climáticas.
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Um dos principais avanços no planejamento é a publicação do Decreto nº 260/2026, que institui o Comitê Municipal de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño.
De acordo com o secretário executivo de Defesa Civil, Joseferson de Jesus, o comitê será estruturado em câmaras temáticas envolvendo saúde, segurança hídrica, infraestrutura, governança e outras áreas estratégicas.
Cada secretaria deverá indicar representantes para integrar o grupo. Após essa etapa, será realizada uma reunião plenária para avaliar os planos de ação, a estrutura disponível e os protocolos de atendimento.
A proposta também prevê articulação com concessionárias de água e energia elétrica, Corpo de Bombeiros, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Defesa Civil Estadual.
O planejamento considera diferentes cenários, incluindo chuvas intensas, alagamentos, escassez de água, incêndios florestais e períodos prolongados de calor.
Além dos prejuízos à infraestrutura urbana e às atividades econômicas, esses fenômenos podem provocar consequências diretas para a saúde pública.
Alagamentos aumentam os riscos de doenças relacionadas à água contaminada, enquanto temperaturas elevadas favorecem casos de desidratação e complicações de saúde, especialmente entre crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.
O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, pode alterar os padrões de temperatura e precipitação. Seus efeitos variam conforme a região e não significam, necessariamente, a ocorrência de todos esses eventos.
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Além da segurança da população, a preparação para eventos climáticos tem importância econômica. Ocorrências extremas podem comprometer a mobilidade urbana, interromper serviços, afetar o comércio e gerar custos adicionais para empresas e o poder público.
Para uma cidade com forte atividade industrial, energética e de serviços como Macaé, a integração entre planejamento urbano, saúde e Defesa Civil representa um instrumento importante para reduzir vulnerabilidades e preservar a continuidade das atividades econômicas.
O desafio agora é transformar o planejamento em ações preventivas efetivas, com equipes capacitadas, protocolos definidos e comunicação eficiente com a população antes e durante situações de emergência.


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